0035 – Traindo a si mesmo

Constantemente estamos traindo a nós mesmos…
Estudamos assuntos espirituais, mas acabamos nos aprofundando em assuntos superficiais. Esperamos a vida inteira por uma chance de experimentar o amor ao lado de alguém legal e, na primeira oportunidade, acabamos trocando o oceano de tranquilidade de um relacionamento pelo furacão de uma paixão passageira.
Queremos sair do corpo com lucidez – e somos incapazes de permanecer dentro dele com consciência.
Traição, na minha opinião, significa mais que trair a confiança de outra pessoa.
Significa, com todo peso de suas consequências, que estamos dando um passo para trás, quando temos tudo para ir para frente.
Estamos traindo a confiança que temos em nós mesmos, seguindo cegamente por caminhos que vimos ser previamente uma furada.
Muita gente, incluindo eu mesmo, espera ansiosa por uma ajuda dos céus, uma força dos amparadores extrafísicos para sair do corpo, ou o perdão de alguém, mas não está disposta a pagar o preço por isso – que é limpar as encrencas interiores e tornar-se uma pessoa melhor.
Precisamos ser amparadores de nós mesmos – e ajudarmos a projetar mais que os nossos corpos astrais, mas, projetar, principalmente, os nossos corações em nossas ações.
Precisamos ser juízes de nós mesmos e julgar os nossos atos, antes que recebamos o veredito de otário, por termos deixado alguém especial ir embora.
Precisamos ser Deuses de nós mesmos e criarmos um universo baseado em amor e compaixão, antes que acabemos criando um mundo em que não tenhamos a menor vontade de fazer parte.
E tudo isso começa com uma pequena visita ao espelho de nossa consciência.

P.S.:
Se você sente que anda traindo a si mesmo, recomendo um bom remédio que venho tomando todas as vezes em que sinto que estou caminhando para trás: agora mesmo, troque uma ideia com a sua consciência, escreva uma carta para ela, ou mande um e-mail perguntando o que há de errado; o que está lhe fazendo infeliz.
Tudo o que ela responder para você, esconda o sorriso do seu rosto, é uma pequena traição ao Ser que você já foi, é, e poderá voltar a ser.
Daí em diante, só depende de você mesmo, para alquimizar todo o chumbo que lhe deixa grudado no chão e transformá-lo em ouro que brilhe, não só nas suas pegadas, mas também nos passos de quem estiver do seu lado.
Somos todos um só!

– Por Frank –

– Nota de Wagner Borges: Frank é o pseudônimo do nosso amigo Francisco de Oliveira, participante do grupo de estudos do IPPB e da lista Voadores. Depois de vários anos morando em Londres, ele voltou a residir em São Paulo, em fevereiro de 2005.
Ele escreve textos muito inspirados e nos autorizou a postagem desses escritos.
Outros textos podem ser acessados diretamente em seu blog na Internet: http://cronicasdofrank.blogspot.com

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