0031 – Falando sobre crenças…- Louise Hay

Aprendemos nosso sistema de crenças ainda pequenos e depois vamos pela vida criando experiências que combinem com nossas crenças. Olhe para o passado e veja quantas vezes você passou pela mesma experiência. Acredito que você criou e recriou essas experiências porque elas refletiam algo em que você acreditava sobre si mesmo.

Todos os eventos que você experimentou em sua vida até este instante foram criados pelos pensamentos e crenças que manteve no passado. Eles foram criados pelos pensamentos e palavras que você usou ontem, na semana passada, no mês passado, no ano passado, há 10, 20, 30, 40 anos ou mais. Entretanto este é o seu passado e ele já acabou, não pode ser modificado. O importante neste momento é o que você está escolhendo pensar, acreditar e dizer agora.

A crença mais profunda em geral é sempre “Não sou bastante bom! Acrescentamos a isso: “E não faço o bastante” ou “Não mereço”

Está sempre dizendo, deixando implícito ou sentindo que “Você não é bastante bom? Mas para quem? E de acordo com os padrões de quem?

Se essa crença for muito forte no seu interior, de que maneira você pode ter criado uma vida alegre, próspera, saudável, cheia de amor? De alguma forma, sua principal crença subconsciente sempre a esteve contradizendo.

O ressentimento, a crítica, a culpa e o medo são emoções que causam os principais problemas em nossos corpos e nossas vidas. Essas sensações surgem por culparmos os outros e não assumirmos a responsabilidade pelas nossas próprias experiências. Entenda, se somos todos 100 por cento responsáveis por tudo o que existe em nossas vidas, não temos a quem culpar. Não é o caso de defender mal comportamento dos outros, mas são nossas crenças que atraem pessoas que nos tratam assim.

Se você se descobre dizendo: “Todos sempre fazem isso comigo, me criticam, nunca me ajudam, me usam como um capacho, abusam de mim então esse é o seu padrão. Existe algo em você que atrai pessoas que mostram esse comportamento. Deixando de pensar dessa forma, você fará com que elas  se afastem e vão agir dessa maneira com outra pessoa. Você não mais as atrairá.

Precisamos nos libertar do passado e perdoar a todos, inclusive a nós mesmos. Talvez não saibamos perdoar e talvez não queiramos perdoar. Porém, o simples fato de dizermos que estamos dispostos a perdoar dá início ao processo de cura. Para nossa própria cura é imperativo que “nós” nos libertemos do passado e perdoemos a todos.

“Eu o perdôo por não ser como eu queria que você fosse. Eu o perdôo e liberto.”  Essa afirmação nos liberta.

O passado é passado não podemos mudá-lo no presente. Mas podemos modificar nossos pensamentos sobre o passado.

“Toda doença tem origem num estado de não-perdão” e “Sempre que ficamos doentes precisamos olhar à nossa volta para vermos a quem precisamos perdoar”.

A pessoa a quem você achará mais difícil perdoar é a DA QUAL VOCÊ MAIS PRECISA SE LIBERTAR. Perdoar significa soltar, desistir. Não tem nada a ver com desculpar um determinado comportamento. É só deixar toda a coisa ir embora. Não precisamos saber como perdoar. Tudo o que precisamos fazer é estarmos dispostos a perdoar. O Universo, cuidará dos “comos”.

Não deixe sua resistência impedi-lo de fazer mudanças. Frequentemente nossas ações mostram nossa resistência. Por exemplo:

Mudar de assunto

Sair da sala

Ir ao banheiro

Chegar atrasado

Ficar doente

Adiar

Fazendo qualquer coisa

Ocupando-se

Desperdiçando tempo

Desviar o olhar ou olhar pela janela

Folhear uma revista

Recusar-se a prestar atenção

Comer, beber ou fumar

Criar ou terminar um relacionamento

Criar defeitos em carros, eletrodomésticos, encanamentos etc.

 

Muitas vezes fazemos hipóteses sobre nós e outros para justificar nossa resistência e surgimos com declarações como:

Não adianta nada meu marido/mulher não iria compreender

Eu teria de mudar toda a minha personalidade

Só gente louca vai a psiquiatras

Eles não conseguiriam me ajudar com meu problema

Eles não saberiam lidar com minha raiva

Meu caso é diferente

Não quero incomodar ninguém

Vai passar sozinho

Ninguém consegue

 

Crescemos com crenças que se tornam nossa resistência às mudanças. Algumas de nossas idéias limitativas são:

Não se faz isso

Não é direito

Não é certo para eu fazer isso.

Isso não seria espiritual

Pessoas espiritualizadas não ficam com raiva

Homens/mulheres não fazem isso

Minha família nunca fez nada parecido

O amor não é para mim

Isso é bobo demais

É longe demais para ir de carro

É trabalho demais para mim

É caro demais

Vai demorar demais

Não acredito nisso

Não sou desse tipo de gente

 

Damos nosso poder a outros e usamos essa desculpa para nossa resistência em mudar. Temos idéias como:

Deus não aprova

Estou esperando que os astros digam que é a hora certa

Este não é um ambiente adequado

Eles não me deixarão mudar

Eu não tenho o professor/livro/aula/ferramenta certo

Meu médico não quer

Não consigo tirar algumas horas de folga

Não quero ficar submetido a eles

É tudo culpa deles

Eles têm de mudar primeiro

Assim que eu conseguir, vou fazê-lo

Você/ele não entendem

Não quero magoá-los

E contra minha criação, religião, filosofia

 

Temos idéias sobre nos mesmos que usamos como limitações ou resistência a mudanças. Somos:

Velhos demais

Jovens demais

Altos demais

Baixos demais

Gordos demais

Magros demais

Preguiçosos demais

Fortes demais

Fracos demais

Burros demais

Inteligentes demais

Pobres demais

Indignos demais

Frívolos demais

Sérios demais

Emperrados demais

Talvez tudo simplesmente seja demais

 

Nossa resistência muitas vezes se expressa como táticas de procrastinação. Usamos desculpas como:

Farei mais tarde

Não posso pensar nisso agora

Não tenho tempo agora

Eu teria de ficar muito tempo afastado do meu trabalho

Sim, é uma boa idéia. Farei isso um dia qualquer

Tenho muitas outras coisas a fazer

Pensarei nisso amanha

Assim que eu terminar com

Assim que eu voltar de viagem

A hora não é certa

É tarde demais ou cedo demais

 

Essa forma de resistência aparece na negaça da necessidade de mudar. São coisas como:

Não há nada de errado comigo

Não consigo fazer nada a respeito deste problema

Deu tudo certo antes

De que adiantaria mudar?

Seu eu ignorar, talvez o problema desapareça

 

De longe, a maior categoria de resistência é o medo – medo do desconhecido. Ouçam estas:

Ainda não estou pronto

Posso falhar

Eles poderão me rejeitar

O que os vizinhos vão pensar?

Não quero abrir essa lata de vermes

Estou com medo de contar ao meu marido/mulher

Não sei o bastante

Poderei me magoar

Posso precisar mudar demais

Talvez fique muito caro

Prefiro morrer primeiro ou me divorciar primeiro

Não quero que ninguém saiba que tenho um problema

Tenho medo de expressar meus sentimentos

Não quero conversar sobre isso

Não tenho a energia necessária.

Quem sabe onde irei terminar?

Posso perder minha liberdade

É difícil demais

Não tenho dinheiro agora

Posso machucar minhas costas

Eu não seria perfeito

Eu poderia perder meus amigos

Não confio em ninguém

Isso poderia prejudicar minha imagem

Não sou bom o bastante

………….

Crenças são coisas que se aceitam como verdadeira e precisas. Você as trata como se fossem um fato real: não as testa mais, muito menos as desafia, porque acredita que encontrou a verdade, e ponto final. Uma crença limitadora, então, é uma autopercepção negativa que você decidiu que é verdadeira e precisa sobre você mesmo. Você “sabe” que é verdade, então simplesmente a aceita e convive com ela.

Você precisa desafiar essas crenças limitadores, em vez de viver obediente a elas, como se fossem mandamentos gravados na pedra.

Procure em seu coração e em sua mente as crenças limitadoras que carrega dia após dia. Todos nós a possuímos. O perigo é que você as tenha carregado por tanto tempo que talvez já nem esteja consciente de sua presença. Entretanto, uma influência contra a qual você esteja desprotegido, uma influencia que silenciosa, insidiosa e quase imperceptivelmente vai minando seus esforços. Essa é a natureza das crenças limitadoras.

Algumas dessas crenças limitadoras podem estar enraizadas longe em sua infância. Outras podem ser muito mais recentes. No entanto, todas elas contribuem para a lente através da qual você vê a si mesmo e ao mundo.

É fundamental que identifique suas crenças limitadoras, de modo que quando uma delas começar a mostrar as garras, você a reconhecerá e poderá reagir contra ela. Conheça suas crenças limitadoras tão bem que quando uma delas começar a mostrar o mais leve sinal de sua presença, o alarme irá disparar e você irá reagir contra ela.

Eis algumas:

Pessoas pobres têm maneiras pobres, tenho de aceitar isso

Eu simplesmente não sou muito inteligente

Não sou tão bom quanto as pessoas que estão competindo comigo

Nunca chego na frente

Não importa quão bem comecem as coisas, algo sempre arruína meus esforços

Não consigo mudar realmente; sou quem sou.

Não tenho o apoio familiar para ser aquilo que realmente quero ser

Nunca pude fazê-lo antes, por que ter esperanças agora?

Seu eu estiver muito feliz e despreocupado, algo dará errado

Se as pessoas soubessem quanto tempo eu estava fingindo, eu teria problemas

Se eu tentasse mudar, estaria deixando outras pessoas preocupadas com isso

E muito egoísta de minha parte gastar tanto tempo e energia comigo mesmo

Não mereço uma segunda chance

Dinheiro não cresce em árvores

O dinheiro é sujo e nojento

O dinheiro é mau

Sou pobre, mas limpo/bom

Os ricos são trapaceiros

Nunca conseguirei um bom emprego

Nunca conseguirei ganhar dinheiro

O dinheiro sai mais rápido do que entra

Estou sempre cheiro de dívidas

Os pobres nunca saem da lama

Meus pais eram pobres e serei pobre também

Artistas têm de lutar para viver

Só desonestos têm dinheiro

Todos os outros vêm primeiro

Não posso cobrar tudo isso

Eu não mereço

Não sou bom em ganhar dinheiro

Nunca conto a ninguém  o quanto tenho guardado no banco

Não empreste dinheiro

De grão em grão a galinha enche o papo

Economize para um dia difícil

Sinto raiva dos que têm dinheiro

O dinheiro só vem com trabalho duro

Não ganho o suficiente

Não sei o que quero fazer na vida

O amor é frio e sem demonstrações

Preciso sempre fazer coisas para agradar aos outros para ser aprovada e querida

Se não fizer do jeito dele(a) serei abandonada(o)

Todo relacionamento acaba deste jeito

Se eu me mostrar do jeito que sou ficarei sozinho

Preciso sempre ter razão

Precisar de alguém significa que sou frágil e indefeso

A vida não muda mesmo

Preciso me conformar

Talvez você tenha identificado algumas de suas próprias crenças limitadoras nessa lista. Em todo caso, é hora de sentar, abrir seu caderno e criar sua própria lista.

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