0022 – Dicas de Osho para o Autoconhecimento

A arte de observar. Tente isso o dia inteiro: o que quer que você esteja fazendo, lembre-se de que você é o observador. Caminhando… lembre-se que o corpo está caminhando, você é o observador. Comendo…. lembre-se que o corpo está comendo, você é a testemunha.
Andando pela rua, torne-se uma testemunha.
Observe o corpo andando… e você fica só observando, testemunhando, olhando a partir de seu centro mais profundo. De repente você terá um senso de liberdade.
Subitamente você verá que o corpo está caminhando, você não está caminhando.

Não seja o caminhador; apenas observe o corpo caminhando.Por alguns segundos você pode lembrar-se; de novo você irá esquecer e você entrará no corpo e tornar-se o caminhador. Mas mesmo se você puder lembrar por alguns segundos de que você não é o caminhador – então esses poucos segundos se tornarão como-satori. Esses poucos segundos serão de uma tal alegria como você nunca conheceu antes.
Se isso pode acontecer por alguns segundos, porque não sempre?
Às vezes o corpo está saudável; às vezes o corpo está doente.
Apenas observe, e subitamente você terá um senso de uma qualidade de ser totalmente diferente. Você não é o corpo. O corpo, é claro, está enfermo, mas você não está doente. O corpo está sadio, mas isso nada tem a ver com você.
Coma, prove a comida, e ainda lembre-se de que você é o observador.
No princípio isso irá criar um probleminha pois você nunca fez essas duas coisas juntas.
No princípio se você começa a observar você irá ter vontade de parar de comer, ou se você começa a comer você irá esquecer de observar. Paciência é necessário.

Permita o corpo inalar. Você não faz nenhum esforço para inalar; você simplesmente observa o corpo tendo a inalação. E quando você observa o corpo inalando você irá sentir um profundo silêncio lhe cercando. A vida respira a si mesma. Ela move-se por si mesma de sua própria causa. Seu esforço não é necessário; seu ego não é necessário – você não é necessário. Você simplesmente se torna um observador; você simplesmente vê o corpo inalando.

Finalmente chega o momento quando você pode observar até mesmo seu sono. O corpo vai dormir e ainda assim há um observador acordado, silenciosamente observando o corpo profundamente adormecido. Isso é o máximo do observar.
Agora mesmo, justamente o oposto é o caso: seu corpo está acordado mas você está adormecido. Depois você estará desperto e seu corpo estará adormecido.
O corpo necessita de descanso mas sua consciência não precisa de nenhum sono.
Sua consciência é consciência; ela é atenção – essa é a própria natureza dela.

O corpo está profundamente adormecido num descanso total, mas sua consciência está absolutamente desanuviada. Dentro, como uma chama, você está alerta, desperto, observando – que nada existe para observar! O corpo está adormecido e nada há para observar. Mas o observador é. E pela manhã você está tão renovado quanto é possível estar.

Observar o corpo. Despertar para uma consciência desse vaso mortal, nós começamos a experenciar aquilo que não é o corpo. A vida não é um espaço entre nascimento e morte – pelo contrário, nascimento e morte são somente incidentes que acontecem durante o curso da vida. Durante a meditação, quando a mente fica quieta e vazia, alguma coisa que é diferente e separado do corpo pode ser visto.

Extraído da Revista Osho Times – Edição de Maio/2004

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