0011 – Filhos de Manitu – II

Menino, nunca deixe de dar atenção às suas intuições, pois elas são como gotinhas da essência de Manitu** se expressando dentro de você.

E sempre siga o caminho do coração, pois esse é o caminho para o Grande Espírito.
O caminho da cabeça também tem seu valor no mundo, mas de nada serve na área das pradarias espirituais, onde o que conta é a Força do Espírito.
Por ironia, é por esse caminho que o homem “perde a cabeça”…
Porque as ilusões do mundo corrompem sua jornada e deixam-no cego para o que é verdadeiro e de acordo com a natureza real das coisas da vida.
O caminho do coração equilibra a cabeça e faz o Ser honrar o Grande Espírito e todos os seres vivos. Faz a jornada ser feliz e verdadeira.
Porém, o caminho da cabeça desequilibra o coração e mata a fé e o amor.
É por esse motivo que o homem vem destruindo a natureza e corrompendo o que é sagrado. Sua cabeça é grande, mas o seu coração ficou pequeno e cheio de ingratidão.
O homem acha que é o senhor das coisas do mundo, mas, sequer é senhor de suas próprias emoções. E quando sua cabeça pesa, o seu coração chora.
Ah, menino, sem coração, a luz vai embora… E a cabeça dói!
O caminho do coração é o mesmo do amor e, por isso, leva ao Grande Espírito.
E correm grande perigo os que se afastam dele em busca das ilusões do mundo.
Porque o caminho da cabeça é baseado nos sentidos do corpo e na medida material das coisas. E como os sentidos do homem da Terra não dão a medida da vida universal – que é infinita – e nem percebem outras realidades, facilmente o enganam na jornada.
Sem coração, nada de cabeça saudável. Sem amor, nada de paz.
Sem o respeito ao Grande Espírito, só sobra o abismo da arrogância do homem.
Menino, o caminho do coração é o grande caminho… Porque faz a cabeça repensar sua jornada no mundo. Faz perdoar e olhar a vida com novas luzes. E honra o Grande Espírito.
Nas viagens de aprendizado das muitas vidas, o caminho é sempre o mesmo… Aquele que leva ao Grande Espírito.
Essa é a verdadeira trilha do curador, porque vê a Luz em tudo e agradece a Manitu pelo simples fato de respirar. E também pelo amor que viaja pelo coração…
Quem honra o Grande Espírito jamais se deixa levar pelas ilusões de seus sentidos e de suas emoções, tão transitórias quanto sua própria passagem pelo mundo.
E nunca se deixa levar por objetivos daninhos ou por algo que envergonhe a Força de seu Espírito. Porque na trilha do coração não há espaço para mágoas, mesquinharias ou desejos de vingança.
As coisas do mundo também fazem parte da natureza e são expressões do Grande Espírito, que está em tudo. Mas a arrogância do homem prioriza só o caminho da cabeça, em detrimento de seu próprio equilíbrio e, por isso, se atola nas coisas do mundo e se perde nas pradarias espirituais de si mesmo.
O homem não é senhor de nada, nem de si mesmo. E diante das provas da vida e do desconhecido da morte, treme e se apequena.
Sem a Luz do Espírito para guiá-lo na jornada, o homem supostamente dominará o mundo externo, mas permanecerá ignorante de si mesmo e perdido emocionalmente.
E sua jornada não terá honra, mas, sim, trevas e dor.
Ah, menino, a Grande Magia é o Amor. E só o Grande Espírito é que sabe tudo.
E o caminho do coração leva a Ele, além de equilibrar a cabeça no mundo.
Honrar o Grande Espírito é honrar toda existência, todos os seres, e também a si mesmo. Porque todas as tribos e todos os povos estão dentro do Grande Coração d’Ele.
Esse é o ensinamento da trilha do curador: se o caminho tem coração, naturalmente levará o Ser ao Amor e ao Grande Espírito.
Então, menino, sempre siga o caminho do coração e ilumine sua jornada.

P.S.:
Só o Grande Espírito é o Senhor!
E o Amor, que é sua magia, está em tudo.
E se o caminho tem coração, ensina isso.
E quem é honrado, aprende.

– Black-White Snow –
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – São Paulo, 05 de julho de 2010.)

– Nota de Wagner Borges: Black-White Snow é um xamã pele-vermelha desencarnado que aparece ocasionalmente para mim. É um grande manipulador de energias e conhece bem a arte das experiências fora do corpo, além de ser dotado de um bom humor contagiante.

* Manitu: designação que os índios algonquinos, dos EUA, dão a uma força mágica não personificada, mas inerente a todas as coisas, pessoas, fenômenos naturais e atividades.

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